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LOUVOR, ROGATIVA E GRATIDÃO
Quando você despertar, cada dia, defrontando a
mensagem luminosa do sol fecundo e aspirando o ar puro e balsâmico da
generosa Mãe Natureza, escutando a voz do vento no arvoredo feliz e
produtivo a misturar-se à sinfonia canora das avezitas e dos animais, ore em
louvor ao Pai Celeste, que lhe propicia mais uma oportunidade de luta na
grande estrada da existência terrena.
Quando a dor, em forma de agonia e solidão ou
vestida de enfermidade e amargura, abraçar-lhe o corpo frágil, atingindo-lhe
a alma sedenta de paz, descoroçoando o seu ânimo e escurecendo o céu da sua
paisagem íntima, ore, rogando inspiração e socorro para vencer a fragilidade
orgânica e superar o testemunho moral, atravessando a ponte da dificuldade.
Quando o desrespeito físico houver sido
regularizado e a inquietação se amainar no solo do espírito, envolvendo-o em
doce e plácida serenidade, ore, agradecendo a gentileza divina que o
enriqueceu de favores em forma de harmonia e paz.
Louve o Senhor em todos os dias da sua vida,
cantando o amor no trabalho venturoso em favor de todas as criaturas.
Rogue-lhe as fortunas morais da segurança e da
fé e os tesouros espirituais da alegria e do trabalho, transformando sua
alma em estrela brilhante em noite escura, qual bênção de tênue claridade
aos que se afligem no torvelinho tempestuoso das paixões.
Agradeça ao Senhor a oferenda recebida, cada
hora, como a jóia do minuto que lhe enseja resgate e conquista para o
Espírito — esse viajor da Eternidade.
Não macule, entretanto, a sua oração com os
pedidos mesquinhos que nascem na ambição desvairada e se desenvolvem no
desequilíbrio da emoção.
Respeite na oração o anjo do amor, que em nome
da criatura busca o Criador, e na inspiração que logo advém descubra a
resposta celeste, resultante do carinho de nosso Pai por todos nós.
Ore e trabalhe sempre e sem desfalecimento.
Abra a boca na prece e dilate os sentimentos
na comunhão oracional, buscando os celeiros da inefável luz, e a alimentação
substanciosa do amor divino desdobrará para você a percepção espiritual,
inundando-o de vitalidade para a continuação de luta em que você se empenha.
Aura Celeste
(De “Crestomatia da Imortalidade”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos
Espíritos)
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