No
santuário do
lar, recordando a tua sábia conduta, no abençoado reduto doméstico, nós, os discípulos
imperfeitos da tua mensagem de luz, erguemo-nos para rogar em favor das nossas
lutas.
Ajuda-nos
a
amar, embora a aflição de que nos
sentimos objeto:
Ensina-nos a
servir, apesar dos desencantos
que acumulamos;
Oferece-nos
inspiração para as
atividades,
mesmo em face do cansaço ou do desespero que nos esmagam;
Doa-nos a
alegria, conquanto as chuvas de fel
nos atormentem;
Instrui-nos
no serviço do
bem, mesmo com as
feridas não cicatrizadas das lutas renhidas;
Levanta-nos para prosseguir e
perseverar!
Não somos outros
espíritos...
Somos os dilapidadores da paz
alheia, envergando
roupagens novas;
Somos
os algozes do passado, travestidos de
vítimas no presente;
Somos os inquietadores agora
inquietados;
Somos
os semeadores da
discórdia, colhendo cardos;
Somos
os pomicultores da usura nas mãos da
necessidade;
Recapitulamos
para
aprender, recomeçamos para crescer.
Ainda
ontem, ouvindo tua voz, desertamos do dever, e dizendo-Te servir, distendemos
a impiedade e a
perturbação...
Hoje,
porém, libertados da imprudência, levantamo-nos
para a vida.
Sê nossa
rota, nossa luz, nosso bastão.
Senhor,
sustenta a nossa fragilidade e apiada-te de nós!