Trabalhando em Grupo
Um Espírito Protetor

Todos estamos situados na vida, mercê de Deus, na posição e no lugar mais compatível com o desenvolvimento do amor em nossos corações.

Caminhar, pois, cada um, confiante da infalível presença divina em sua existência de ser a resultante das elucubrações mais saudáveis.

A vivência grupal é indiscutivelmente necessária ao progresso espiritual da criatura, primeiro porque não somos completos nem acabados e também porque somos carentes do concurso fraterno dos outros para o nosso bem-estar, assim como nos compete contribuir de nossa parte com a sua felicidade. Além disso, leva-nos a concretizar a máxima de Jesus na Terra: que se faça o amor em plenitude em todos os corações.

Cada grupo tem, no entanto, características e nuanças mais ou menos definidas, somatório do modo de ver e de sentir o mundo por parte de cada um dos seus membros, que constituem uma individualidade inimitável em seu conjunto de realizações anímicas amealhados no exercício continuado e repetido das vivências, dos relacionamentos e das incursões em seu próprio mundo interior.

Compreensível, pois, que pontilhem aqui e ali as divergências opiniáticas e os pontos de vistas conflitantes.

A esse respeito cabe a cada componente do grupo deixar-se conduzir pela boa vontade, assim também pelo bom senso e lógica, temperados pelos preceitos evangélicos, naquilo que se constitua motivo de discórdia e de polêmica.

Em assim agindo, estabelecer-se-á o consenso, prevalecendo a verdade coletiva fortalecendo-se o grupo e favorecendo a convivência fraternal, assim como o recíproco respeito, artífices inquestionáveis do vero sentido do espírito grupal.

Sabendo administrar as diferenças, caminha-se para a maior homogenidade do conjunto, que se vai aproximando mais e mais das realidades próprias de cada membro, refletindo, dessa forma, em sua ação, a vontade, o desejo e a especificidade de todos os que integram, dando lugar ao que pode conceituar como um ser coletivo.

Não se deduza disso, porém estarem aniquiladas as individualidades, mas se entenda ser a vida em grupo o treinamento para o salto devido do enclausuramento anímico, em que se vive nos limites das fronteiras do ego, para o exercício da individualidade no amplo universo divino – a vitória do eu de cada um -, onde as fronteiras se indefinem no infinito das virtudes do Criador.

Unidos e reunidos pelos propósitos comuns, em exercício de tolerância e bondade, de amor e respeito, todos conseguimos aproveitar as preciosas bênçãos e oportunidade de renovação e progresso, através da redentora luta pelo Bom e pelo Belo, pelo Bem e pela Paz, pelo Amor e pela Luz!

Psicografia de Francisco Cajazeiras
Presidente do ICE-CE e Delegado do GED do Hospital Geral da PM Fortaleza – CE.