 |
Os
bens terrenos e os espirituais
"Paz
e graça a todos. Que a as luzes do entendimento vos envolva.
A mensagem de hoje fala acerca do apego aos bens terrenos. As
casas religiosas estão cheias dos que, sob o pretexto de dar
a Deus, procuram a fortuna, o enriquecimento fácil. Algumas,
numa atitude indigna, usam o nome de Deus como propaganda de
sua banca de apostas, denominação justa que se pode dar a esses
mercadores vis.
No
entanto, Jesus há dois mil anos já deixou entre vós a mensagem
de que Seu Reino não é deste mundo. O reino do qual Ele fala
tem como moeda a bondade, o amor, a benevolência, a fraternidade
e todas as virtudes que dignificam o Espírito. Neste Reino o
que vale é o sentimento sincero do amor ao próximo, na prática
verdadeira da caridade, única e absoluta via de salvação. Não
penseis, porém, que é a caridade que vos envaidece quando vos
encheis de orgulho na divulgação do bem que fazeis. Não penseis
que praticais a caridade quando, por desencargo de consciência,
depositais nas mãos dos miseráveis algumas moedas, que muitas
vezes é simplesmente lançada ao chão. Observai bem vossas vidas.
Em vosso desmesurado egoísmo achais muito pouco o que possuís,
pois vossas almas sedentas do supérfluo não se contentam apenas
com o necessário. Vossas vidas são cheias de benefícios, vossos
problemas são migalhas frente ao sofrimento desses a quem lançais
vossas moedas, pois frequentemente deitam suas cabeças nas duras
calçadas das vias públicas e mesmo quando possuem um leito para
deitar em suas choupanas, são desprovidos das boas condições
com que ora vos aquinhoa a vida.
Caríssimos!
Cuideis para que não vos percais em vossos constantes desejos
de possuir o que julgais muito necessário. Com frequência o que
buscais como essencial para vossa felicidade, configura-se em
verdadeira desgraça mais à frente. Isto porque tendes uma idéia
bastante distorcida do que é a vida e tudo o que envolve o processo
de edificação do Espírito.
Os
bens materiais são uma grande ferramenta de evolução se souberdes
aproveitar a oportunidade. Tendo o conhecimento da verdadeira
vida, certamente compreendereis que a verdadeira propriedade,
porém, é aquela que se consegue aprimorando o Espírito. Deixai
de lado vosso egoísmo e orgulho e analisai se não podeis fazer
mais, bem mais do que fazeis. Minimizar o sofrimento no mundo
através de boas obras é dever de todos. Não vos esqueçais de
que sois irmãos, filhos do mesmo Pai e que da forma mesma como
agirdes na vida, ela agirá convosco, fazendo valer as suas leis
que são justas e imutáveis. Fazei o bem e não esperais reconhecimento.
Eis tudo. Deus vos abençoe os gestos de sincera comiseração e
beneficência".
Espírito:
João
Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec |