Caridade da Palavra

 

Lembra-te da caridade da palavra, afim de que possas praticar o amor que o Mestre exemplificou. 

As guerrilhas da língua, há séculos, exterminam mais vidas na Terra, que todos os conflitos internacionais 

Há sempre uma lavoura extensa de trabalho regenerativo e santificante no mundo, à espera do verbo que se inflame, não só de verdade e franqueza, mas também de compreênsão e carinho. 

É pelos sinais escuros da língua que levantamos os monstros da calúnia e as feras da discórdia nas furnas de treva a que se acolhem... 

É por ela que multiplicamos os lagartos da inveja e os vermes da maledicencia... Através dela, espalhamos os tóxicos letais da indisciplina e da desordem e é ainda, por intermédio da espada verbalista, que provocamos as grandes hecatombes do sentimento invariavelmente expressas nos crimes passionais que envenenam o noticiário comum. 

Aprendamos a praticar a sublime caridade oculta que somente a língua pode realizar. 

A pergunta inoportuna contida a tempo, a observação ingrata que emudece a propósito, a frase amiga com que podemos soerguer os irmãos transviados, a desistência da queixa, a renúncia às discussões estéreis e o abandono de apontamentos irrefletidos, são expressões dessa bondade que a boca pode estender sem que os outros percebam. 

Sobretudo, não olvides os tesouros encerrados no silêncio e procura com devoção incorporá-lo ao teu modo de ser, afim de que o teu verbo não se faça sentir fora do tempo. 

Quando nosso coração acorda para os ideais superiores do Evangelho, a nossa inteligência adquire preciosos serviços de autofiscalização. 

Conduzamos nossa lingua a esse trabalho renovador da personalidade e passaremos a viver em novo campo de simpatia irradiando o bem e recebendo-o, enriquecendo aos outros e engrandecendo a nós mesmos, em nossa abençoada ascenção para a Luz. 


Emmanuel 
(Mensagem Psicografada por Chico Xavier)