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Juízo
Não é necessário
que a morte abra as portas de tribunais supremos para que o homem seja
julgado em definitivo.
A vida faz a sua análise todos os dias e a luta é o grande movimento seletivo, através do qual observamos diversas sentenças
a se evidenciarem nos variados setores da atividade humana.
A moléstia julga os excessos.
A exaustão corrigo o abuso.
A dúvida retifica a leviandade.
A aflição reajusta os desvios.
O tédio pune a licença.
O remorso castiga as culpas.
A sombra domina os que fogem à luz.
O isolamento fere o orgulho.
A desilusão golpeia o egoísmo.
As chagas selecionam as células do corpo.
Cada sofrimento humano é aresto do Juízo Divino em função na vida contigente
da Terra.
Cada criatura sofre determinadas sanções em seu campo de experiência.
Compreendendo, assim, a justiça imanente do Senhor, em todas as circunstâncias e em todas as coisas, atende à sementeira do bem, aqui e agora, na certeza de que, segundo a palavra do mestre, cada Espírito receberá os bens e os males do Patrimônio Infinito da Vida, de conformidade com as próprias
obras.
Emmanuel
(Psicografado por Francisco Cândido Xavier)
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