O BRA  DE  V ULTOS

VOLUME I

LEIA AS BIOGRAFIAS

Muito obrigado a USE Regional de Araçatuba, a seu Presidente, Sr. Ismael Gobi, a sua diretoria e aos Autores e Autoras deste livro magnífico que vem nos mostrar uma face das mais bonitas da Doutrina Espírita, seus trabalhadores anônimos, e que entendo os objetivos desta página, aqui nos autorizaram a transcrever e desta forma a todos expor e assim imortalizar semblantes de pura bondade delineados com traços de árdua trabalho compondo imagens de feliz humildade, iluminados pela intensa Luz que a Doutrina Espírita agracia seus verdadeiros discípulos.

Coordenadoria
Grupo de Divulgação Espírita Dr. Gomes do Amaral

Prefácio

“A lembrança é a sobrevivência do passado”
Ecléa Bosi
Antonio Cesar Perri de Carvalho

Desde a informação inicial que tivemos sobre o projeto de elaboração desta obra até o momento em que fomos convidados para redigir algumas notas biográficas e para prefaciar o livro, sentimos uma vívida satisfação.

O coordenador da obra – Ismael Gobi, é nosso companheiro dos tempos de Mocidade Espírita. Ao ser editada  pela USE Regional de Araçatuba, esta obra transforma-se na terceira obra lançada por órgão de unificação de Araçatuba. As duas primeiras – tendo o órgão unificacionista a antiga sigla U.M.E.A. –, foram de nossa autoria: O Espiritismo em Araçatuba (1975) e Dama da caridade (1982). Assim, além de se fundamentar nas mesmas, dá seqüência ao trabalho de se pesquisar aspectos históricos do movimento espírita.

O presente trabalho também se insere numa ampla ação de valorização da “memória do Espiritismo”, em nossos dias encetada pela União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo.

Esse tipo de trabalho, embora não seja nossa área de atuação profissional, toca-nos o espírito. Naturalmente, desde a juventude, já nos comportávamos como o “retratista”, num crescendo do ambiente familiar para áreas diversificadas. Atualmente é um aspecto destacado por estudiosos, como Le Goff (**), colocando em evidência “o significado do ‘álbum de família’ – ...cada família tem, na pessoa de seu chefe, o seu retratista” .

Os registros escritos sobre as famílias, instituições e movimentos em geral são extremamente importantes, pois são maneiras de se fazer história, no sentido moderno, conforme explicita Le Goff: “A idéia da história como história do homem foi substituída pela idéia da história como história dos homens em sociedade”. Ou seja permitem o esclarecimento de “certos ­fenômenos da história das sociedades humanas (modificação das culturas, do habitat, etc)”.

A visão propiciada pelas repercussões da ação espírita na região da alta Noroeste, durante um período em torno de 80 anos, e a nossa própria vivência – de metade deste tempo –, no movimento espírita araçatubense, cria-nos imagens não localizadas ou fixadas num período de tempo ou em algumas pessoas. Concordamos com Ecléa Bosi que “uma memória coletiva se desenvolve a partir de laços de convivência familiares, escolares, profissionais. Ela entretém a memória de seus membros, que acrescenta, unifica, diferencia, corrige e passa a limpo”.

Com o correr dos anos, concretizando a idéia de memória esboçada por Bosi, temos a certeza de que os vultos ora biografados deixaram suas parcelas de contribuição para a construção social da Alta Noroeste. Os benefícios prestados à população, em vários sentidos, geraram ondas de respeito ao trabalho encetado pelos espíritas. Esse fato, sem dúvida, caracteriza uma mudança introduzida no cenário sócio-cultural da região.

   São Paulo, fevereiro de 1999