" Sob a custódia da paz"
"... A minha paz vos dou" Jesus (Jo.14:27)
 
Embora a necessidade que os homens sentem da harmonia, nem sempre se apercebem do quanto devem realizar em prol da paz, nos círculos de atividade em que se desenvolvem.
Atuará o indivíduo para a conquista da paz, sempre que
podendo odiar, ame;
podendo destruir, construa;
podendo fazer o mal, opere o bem;
podendo dilacerar, pense feridas e dulcifique almas;
podendo envenenar, medique;
podendo complicar, facilite;
podendo condenar, seja indulgente;
podendo agredir, abençoe;
podendo omitir-se no trabalho,sirva destemido;
podendo perturbar, auxilie;
podendo exacerbar paixões, acalme sentimentos;
podendo insuflar revoltas, devote-se ao pacifismo;
podendo abandonar os que são difíceis, os acompanhe na rota do próprio ajustamento;
podendo falar para estender a treva, se expresse em favor da luz;
podendo dar destaques aos valores de César e as gloríolas de Mamon, põe-nos a serviço de Deus, para o crescimento de todos.
 
Enquanto o homem estiver vinculado aos desvalores aturdentes, geradores de sombras nalma
agonizará em meio às batalhas beligerantes que se desenrolarão no âmago do coração, na pauta da família, ou em qualquer setor em que empreste a sua participação.
Apenas quando cansado de tanto desencontro, o indivíduo se der conta de que somente no bem, e por ele, logrará renovar todas as dimensões da atividade da Terra, entronizando o Cristo em seu íntimo, e sentindo, então, que a paz do Senhor, colocada à disposição do gênero humano, desde há muito tempo, honrará o mundo, honrada pelos seres do mundo, a partir da vivência do amor, em todos os seus movimentos.
 
MARCH
Psicografia: José Raul Teixeira