ONARDO, O VELHINHO

 

Lá vem Onardo, o velhinho

De alma sã, sincera e franca,

tem a cabeça tão branca

como a lã de um carneirinho

 

E o seu olhar meio embaçado,

cheio de sombra e de encanto,

mais parece o olhar de um santo,

que de um guardador de gado.

 

É tão velho, o coitadinho,

e a bênção dele é tão boa,

que é Deus que nos abençoa

na bênção desse velhinho.

 

Pedro Canto e Melo

 

(De “O Livro dos Espíritos para a Juventude”, de Eliseu Rigonatti)