ONARDO, O VELHINHO
Lá vem Onardo, o velhinho
De alma sã, sincera e franca,
tem a cabeça tão branca
como a lã de um carneirinho
E
o seu olhar meio embaçado,
cheio
de sombra e de encanto,
mais
parece o olhar de um santo,
que
de um guardador de gado.
É
tão velho, o coitadinho,
e
a bênção dele é tão boa,
que
é Deus que nos abençoa
na
bênção desse velhinho.
(De “O Livro dos Espíritos para a Juventude”, de Eliseu Rigonatti)