COLHEITA
O preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada encontra.
Pv. 20:4.]
A lavoura é sinônimo de trabalho e o homem seduzido pela inércia evita o plantio e quando procura algo na sega nada encontra. Somente colhe quem planta.
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O celeiro do trabalhador vive cheio de alimentos para garantir a subsistência do homem laborioso. O preguiçoso geralmente passa fome.
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O plantio é saudável mas requer esforço em todos os seus detalhes.
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A preguiça pode ser enfermidade, porém, toda doença só é curada com a boa vontade do enfermo. Tudo depende dele.
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A terra é dadivosa e boa, já se dissera há muito tempo desde a descoberta do Brasil, no entanto, se não plantarmos e cuidarmos do plantio, nada colheremos.
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A necessidade do trabalho já vem de milênios e a ela a preguiça tem que ceder o seu trono.
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O corpo humano dá exemplo de trabalho nas suas minúsculas frações de vida. O eterno movimento gera força em suas aglomerações microscópicas. O progresso é filho do trabalho.
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Qualquer obstáculo é impedimento para o homem preguiçoso: gosta mais da invenção da cama do que da do avião; gosta muito do ar e das frutas porque a natureza já os traz prontos; prefere, ainda, comer em casa de amigos que lhe dão a mesa posta.
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A advertência do tempo é séria com aqueles que nada fizeram, que tudo que receberam nos tempos que passaram, pois terão que retribuir, incindindo sobre os juros.
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Depois verás porque vale a pena trabalhar, que é melhor que receber.
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(De “Gotas de Fé”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)