POEMAS DE PAZ
Disse o mundo ao homem: “Se pretextando servir a Deus foges de mim és cobarde, sem paz; se, inquieto, te apegas a mim e fruis das minhas concessões, consome-te sem paz e fazes-te idólatra. Terás paz, se cristão, amares a Deus no mundo, servindo à Humanidade.
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A criatura, a beleza e a virtude confabulavam. Disse a criatura à beleza: “Amo-te” e à virtude: “Preciso de ti”.
Amada,
a beleza passou, e, necessitada, a virtude a seguiu, procurando oferecer à criatura feia, envelhecida e só, a paz que não
soube procurar.
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Uma rosa delicada e perfumosa, embora o vento forte que a ameaçava na haste delicada da planta, cantava um hino de amor. O vendaval que se fez, de imediato, porém, despedaçou-a, levando suas pétalas de roldão. Ébria de perfume, como se fora de paz, revidava a agressão aromatizando o ar.
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Quem tem paz não se abate em noite escura, não se atormenta em jornada de desesperação. Conserva aceso o lume da esperança, utiliza o medicamento do equilíbrio porque a paz consciente é segurança de Deus nas fracas energias do homem.
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Para o homem do mundo paz é segurança econômica com os olhos voltados para a previdência do futuro.
Para o cristão que venceu o mundo paz é libertação.
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(De “Poemas de Paz”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Simbá)