ESTUDAR SEMPRE
“Se
abraçaste na Doutrina Espírita o roteiro da própria renovação, em toda
parte és naturalmente chamado a fixar-lhe os ensinos.” Emmanuel
A
maioria dos homens habituou-se a crer que médium só o é aquele que, em
mesa específica de trabalhos
mediúnicos, psicografa ou fala, ouve ou vê os Espíritos, alivia ou cura
os enfermos.
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O
pensamento geral, erroneamente difundido além-fronteiras do Espiritismo, é de
que médium somente o é aquele que dá passividade aos desencarnados, oferecendo-lhes
a organização medianímica para a transmissão da palavra falada ou escrita.
Em
verdade, porém, médiuns somos todos nós que registramos, consciente ou
inconscientemente, idéias e sugestões dos Espíritos, externando-as, muita
vez, como se fossem nossas.
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Ao
discutirmos tema elevado, em qualquer lugar e hora, somos, algumas vezes,
intérpretes de Espíritos sérios, que de nós se aproximam atraídos pela
seriedade da conversação.
Contrariamente,
em momentos de invigilância vocabular, , no trato com problemas humanos,
atraímos Espíritos desajustados que, sintonizados conosco, nos fazem porta-voz
de suas induções.
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O
aprimoramento moral contribui para que, na condição de médiuns, de receptores
da Espiritualidade, afinizemos com princípios elevados.
O
estudo e a fixação do ensino espírita coloca-nos em condições de mais amplo
discernimento da vida, dos homens e dos Espíritos.
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A
Doutrina Espírita possibilita a defesa do médium.
Resguarda-o
contra processos obsessivos.
Equilibra-o
no dia-a-dia da existência.
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O
conhecimento doutrinário beneficia aqueles que, em sessões mediúnicas,
operam no intercâmbio, assim como aqueles que, sem se aperceberem, transmitem
na conversação inspirações da Esfera Espiritual.
Estudar
sempre dá segurança à caminhada.
(De “Mediunidade e Evolução”, de Martins Peralva)