POEMAS DE PAZ
Dia claro, sol a pino, lamaçal e uma flor solitária. Gargalhando, zombeteira, a flor disse à lama aos seus pés:
“Desdenho-te e rogo ao sol que te abrase, retirando essa água, imunda, que te faz pútrida.”
A lama silenciou.
No dia imediato, o solo estava ressequido e retalhado pelo beijo ardente do Astro Rei. Na haste da planta antes tenra a flor morrera por falta dágua.
O triunfo da soberba é a morte, e a grandeza da paz a humildade.
(De “Poemas de Paz”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito SIMBÁ)