A ORAÇÃO LIBERTADORA
A conferência do dia 17 de junho de 1994 teve lugar na Casa de Redenção, em Orly, França. O tema foi sobre o texto de O Evangelho Segundo o Espiritismo: Sede perfeitos como o Pai Celestial é perfeito. Logo depois dos comentários, no espaço reservado às perguntas e respostas, alguém interrogou qual seria a finalidade da oração. Nessa mesma noite foi psicografada a mensagem seguinte:
A oração pode ser considerada como um grito pedindo auxílio, um canto de gratidão, um ato de louvor, um poema de amor, dirigidos a Deus. Tem uma elasticidade incomum e destina-se a fins diferentes.
Cindindo as trevas em volta, a prece abre canal de comunicação inspirativa entre a alma e o seu Criador. É uma vibração que se eleva da Terra em direção do Infinito, tentando alcançar o fulcro gerador de força, ao qual se dirige, abrindo espaço para o retorno carregada de energia vital.
A oração é o mais poderoso recurso para o equilíbrio psicofísico do ser, por facultar a sintonia com os campos vibratórios mais elevados da vida. Proporciona o relaxamento das tensões agindo no sistema nervoso central, irradiando as suas energias benéficas por todo o organismo.
Inicialmente, para aquele que não está acostumado à sua realização, é uma busca, na qual as palavras devem ceder lugar à emoção, à intenção mental. A verbalização do sentimento prejudica a emissão da onda do pensamento, que se dilui na preocupação das palavras, perturbando a sintonia.
Focalizado o Centro para onde direcionar a mente, deve-se fixá-lo, entregando-se sem relutância.
De imediato, ondas suaves de energia inabitual percorrem o corpo, facultando o reequilíbrio orgânico, a paz interior, após o que, a inspiração oferece respostas para os problemas afligentes.
A oração confere segurança ao intranqüilo, coragem moral ao débil, entusiasmo ao tímido, esperança ao receoso, serenidade ao aflito.
Não muda o curso dos acontecimentos delineados, mas propicia recursos e valores para se lutar com elevado estado de espírito e entendimento lúcido, que facilitam o enfrentamento dos mesmos.
Orar é ato de comunhão metafísica entre a alma e Deus, através dos Seus intermediários, aos quais se recorra, ou diretamente com Ele.
Quando se logra o silêncio interior para realizar-se a oração, retorna-se em superior nível de consciência.
Com o ânimo revigorado, a visão das coisas e das pessoas sobre mudança para melhor e a existência adquire sentido, objetivo elevado.
Buscando manter a constante comunhão com Deus, Jesus orava com freqüência, e, antes de sofrer o holocausto, por amor, entregou-se à oração no Horto das oliveiras, onde estava a sós com Ele.
A oração é, portanto, o canal desimpedido para falar com Deus e ouvi-Lo.
Nunca será demasiado, no cotidiano das pessoas, orar para inspirar-se, a fim de agir bem; orar para agradecer as bênçãos recebidas e orar por amor louvando-se o Excelso Criador, o que equivale a orar sempre que possível e mesmo quando as circunstâncias conspirem contra.
Ivon Costa
(De: “Sob a proteção de Deus”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)