TEU ÓBOLO
Simbolicamente, o óbolo da viúva tem larga aplicação no constante labor
de quem deseja ser útil.
Não apenas a moeda representativa para a aquisição do pão ou do
vestuário, do medicamento ou do teto... Mas, também, o gesto sacrifical, sem
preço, raramente oferecido, assim como a palavra oportuna, quando a
circunstância é difícil.
Essas concessões, aparentemente insignificantes, são de grande valor, e,
poucas vezes, colocadas a serviço da edificação do
Bem.
Da mesma forma, o perdão silencioso à ofensa intempestiva ou a
compreensão fraternal, quando ocorra lamentável
incidente.
A paciência amiga diante da contingência alucinadora ou a perseverança,
quando tudo conspira em relação ao prosseguimento das atividades
expressivas.
O silêncio digno, quando a ofensa provoque reações infelizes ou a
confiança no êxito, mesmo que os fatores pessimistas pareçam
predominar.
Todos possuímos essas moedas-amor, de aparente pequena monta, todavia,
portadoras de altos conteúdos para a aquisição da
paz.
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A viúva, referida por Jesus, na
parábola, ofertou a última e menor moeda que possuía, em cumprimento ao dever
recomendado pela Lei.
Ninguém, da mesma forma, que se possa eximir à ajuda fraternal ao seu
próximo.
Há doações valiosas e ricas que transitam pelas mãos do mundo, sem que
solucionem os problemas daqueles a quem são
dirigidas.
Não obstante, a dádiva de amor logra abençoar as vidas, enriquecendo-as
de esperança e de harmonia.
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Sempre serás convocado a repetir o gesto nobre e significativo da viúva
pobre, que motivou a bela parábola
evangélica.
A oração intercessória por alguém; a referência positiva a respeito do
próximo; a ação, desconhecida pelo beneficiário; a drágea que amortece a dor; o
ungüento que refresca a ulceração; o conselho feliz, no momento adequado, são pequenas-valiosas
moedas colocadas nos gazofilácios
das vidas, em cumprimento à Lei de amor, que vige em toda a
parte.
]
Não te justifiques a inércia ou a negação para o serviço da
caridade.
Sempre podes auxiliar, doando e enriquecendo-te, porquanto, mais feliz é
sempre aquele que doa, pois que, mesmo na posição de carência em que se possa
encontrar, desejando, sempre pode ajudar, com o óbolo que notabilizou a feliz
viúva do Evangelho.
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(De “Alegria de Viver”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)