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AS MEDIDAS DA
FELICIDADE
Seremos felizes,
materialmente, se nos contentarmos com o necessário para viver,
superando as pressões da sociedade de consumo que, com incrível agente - a
propaganda - induz-nos a desejar o supérfluo e a consumir até mesmo o que é
nocivo, como o fumo e as bebidas alcoólicas.
A
esse propósito vale lembrar Diógenes, famoso filósofo grego, que demonstrava um
absoluto desprezo pelas convenções sociais e pelos bens materiais, em obediência
pela às leis da Natureza.
Proclamava que par a ser feliz o homem deve libertar-se do supérfluo,
limitando-se ao essencial: andava descalço, vestia uma túnica que possuía e
dormia num tonel, que se tornou famoso em toda Grécia.
Certa feita, viu um garoto tomando água num riacho, a usar o côncavo das
mãos.
-
Aí está - exultou o filósofo -, esse menino acaba de ensinar-me que ainda tenho
objetos desnecessários.
Ato
contínuo, dispensou a caneca que usava, passando a utilizar-se das
mãos.
Alexandre, o grande, senhor todo poderoso de seu tempo, curioso por conhecer
aquele homem singular e desejando testar seu famoso desprendimento, aproximou-se
dele em fria manhã de inverno, quando Diógenes aquecia-se ao sol.
Conversaram durante algum tempo. Então, Alexandre propôs-se a entender a
qualquer pedido seu. Que escolhesse um bem mais precioso, que enunciasse o
capricho mais sofisticado e seria prontamente atendido.
Diógenes contemplou por alguns momentos o homem mais poderoso da Terra, senhor
de vasto império. Depois, esboçando um sorriso, disse-lhe:
-
Quero apenas que não me tires o que não podes dar. Estás diante do sol que me
aquece. Afasta-te, pois...
Evidentemente não podemos levar Diógenes ao pé da letra, mesmo porque estamos
longe do desprendimento total. Ele representa um exemplo de como podemos
simplificar a existência, despindo-nos de condicionamentos e modismos, superando
o artificial e o supérfluo, para que, efetivamente, sob o ponto de vista
material, não haja impedimentos à nossa felicidade.
Do livro: Um Jeito de Ser
Feliz
De: Richard Simonetti
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