HOSPITALIDADE
Em todo tempo ama o amigo; e na
angústia nasce o irmão.
Pv. 17:17.
O teu amigo nunca deve ser desprezado. Ajuda quando necessário, que ele está sempre cooperando, por meios que às vezes desconheces. No clima da amizade pura, são trocadas forças imponderáveis que alimentam a vida.
Quando o notares angustiado, faça-te seu irmão, dando o mais que puderes, porque tu também passas pelos mesmos caminhos. Da amizade ao amor, a distância não é muita, porém requer esforço e renúncia, para que a universalidade dessa virtude vibre dentro de ti.
Hospitalidade é um dever de todas as criaturas, para com o seu próximo. Quem esquece os outros, despreza a si mesmo.
Quem não conhece o amor, faz-se esquecido da vida, e não sente alegria de viver. Passa pela existência quase na inconsciência.
A caridade é uma porta de luz, onde entra o Príncipe da Paz, nos doando o prêmio da felicidade.
Na caridade, o amor começa a se dividir em milhares de mãos, para ajudar a todos, em forma de perdão, trabalho, tolerância, educação, humildade e, pode chegar até ao número de estrelas.
Deves acolher, na casa do teu amor, as pessoas carentes de afeto, mas sempre dentro das normas que não aceitam o apego. As intenções puras proteger-te-ão dos sentimentos grosseiros.
Agasalha a quem te pede, com as vestes da fraternidade. Ela viaja em muitas faixas, desde o pão que mata a fome, até o beijo de luz que ofertas por amor.
A modéstia não é desprezo de si mesmo, como falam alguns dicionários. É o bom senso em alto esplendor, usando somente aquilo que lhe basta para viver, não acumulando nada que a vida precisa para entregar aos outros.
Faze do amor um instrumento universal, de sorte a atingir a criação de Deus. Assim estarás amando o próprio Criador.
(De “Gotas de Amor”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)