FUTURO E NÓS
 

 Desconheces a programática futuro a respeito da tua vida.
  Numa longa viagem, o caminho apresenta paisagem sempre diversa.
  A visão da linha reta faculta uma previsão de sucessos; no entanto, uma curva, à frente, oferece aspectos surpreendentes, inesperados.
  A experiência resulta sempre da vivência de um fato.
  O progresso decorre das experiências bem sucedidas.
  Como não deve temer o futuro, não te cabes o direito de subestimá-lo.
  Tuas forças, tuas conquistas.
  Tentame vencido, é passo à frente.
  O futuro é uma incógnita para todos nós.
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  Aplica a bênção da saúde, hoje, na realização do bem e na construção correta do porvir.
  Juventude, paz de espírito, saúde constituem tesouros de valor incalculável para a elevação moral do homem, de cuja utilização prestarás conta.
  Enquanto és depositário desses recursos, outros lhes lamentam a escassez ou lhes padecem a ausência.
  Agora sorris e o teu próximo chora.
  Reparte o teu júbilo, diminuindo-lhe a carência. Talvez, se não agires com acerto, amanhã sejas tu quem se encontre a chorar, e ele, liberado, esteja a sorrir.
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  As provações e testemunhos aferem a qualidade e a correção moral do homem idealista.
  O cristão não foge à regra. Pelo contrário: é convidado a ensinar pelo exemplo, demonstrando a validade  dos conceitos esposados, na sua áspera vivência.
  Bendize a alegria, mas não descartes a possibilidade das lágrimas.
  Como não seria justo sofrer por antecipação, não será lógico acreditar-se imune à dor.
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  Não obstante Jesus soubesse do sofrimento que experimentaria no supremo testemunho da soledade, pelo abandono dos amigos; na cruz, para autenticar a excelência da Sua Doutrina; na resignação e confiança absolutas em Deus, para confirmar a herança divina de que se fazia depositário, sorriu com as criancinhas, amou a Natureza e os homens, espalhou o otimismo e a saúde, preparando-se, porém, para o sublime holocausto de amor com o qual, até hoje, é o herói silencioso e triunfante dos séculos.


Joanna de Ângelis
Milão, Itália, 12.09.80.


(De "Roteiro de Libertação", de Divaldo P. Franco - Ditado por diversos Espíritos)