Coadjuvando as experiências do mundo, onde
tantos irmãos nossos desfilam sob os mais variados impulsos,
apercebemo-nos da importância de avaliar as nossas expressões de vida,
a fim de nos darmos conta do nível da nossa contribuição ou desserviço
na Grande Oficina do mundo.
Vale a pena te dês conta dos teus
prazeres, das tuas alegrias, atentando para o nível do contentamento
no qual te achas mergulhado.
Muitas vezes imaginas, como imenso
número na Terra, que tudo o que te faça sorrir, que te sensibilize as
entranhas será bem-vindo, facilitando as tuas horas de lazer, nos
ócios aos quais te dedicas.
Ignoras, às vezes, que o mais
importante será a qualidade das tuas alegrias, uma vez que há alegrias
nascidas da infelicidade de alguém, quando a insensibilidade moral
for proeminente na criatura.
Também há alegrias cujas bases se
assentam na criminalidade declarada ou velada, quando o cinismo se
faz grotesca marca nessas almas empedernidas.
Casos inúmeros de
alegria estão apoiados na indiferença no tocante aos sofrimentos,
carências e lutas humanas, o que se caracteriza como lodosa expressão
nessas individualidades enfermadas por gélida postura.
Se estás
contente, vale a pena que intumesças a alma com esse júbilo, fazendo-o
brotar da mente tranqüila, tanto quanto do sentimento de bem e do
bom, sem que deixes de operar no campo dos mais fecundos progressos.
Se
te sentes contente, será grandioso que te faças embaixador dessas
alegrias para tantos quantos vivem ao teu derredor, promovendo
estesias e encantos nas vidas de todos.
Imperioso é que não te
conspurques pretextando alegria; eloqüente é que não te aconselhes com
as faixas da irresponsabilidade por conta da alegria; excelente é que
não te ensoberbeças, nem te faças promíscuo pela alegria.
O teu
contentamento deverá significar sempre a presença do amor divino em
teu íntimo, e, se o amor divino se aninha em teu âmago, ainda que não
o percebas, seguirás espargindo nobre luz.
O que o mundo entende,
em geral, por contentamento, é a atividade demarcada pela presença dos
alcoólicos, dos estupefacientes com tropismo cerebral, das aberrações
emocionais de vasto espectro.
Para ti, porém, que vibras no bojo
das lições celestes, vale aprender como desenvolver verdadeira
alegria, sem ocultar essas energias internas, mas abrindo o íntimo
para que em todo e qualquer tempo, o teu contentamento retrate a real
vibração da alma feliz que, conduzindo um sol de amor no coração, é
capaz de fazer brilhar a própria luz, em homenagem ao nosso Excelso
Guia, o Meigo Jesus.
(Fonte: "Revelações da Luz",
de J. Raul Teixeira - Espírito Camilo)