NOTAS DA IRRITAÇÃO
Cólera, na maioria das vezes, pode ser definida por situação de calamidade no mundo íntimo.
Na vida prática, o homem possui a prevenção contra incêndios, o controle
da energia elétrica, o serviço imunológico na preservação da saúde e o sinal
vermelho nos códigos de trânsito, evitando
acidentes.
Por que não estabelecer em nós mesmos, nas horas difíceis, o minuto de
silêncio ou de prece, inibindo a explosão do
azedume?
Semelhante impacto de forças desorientadas é suscetível de conturbar o
ambiente de que necessitamos para viver, tanto quanto é capaz de arrasar muitas
plantações de esperança ao redor de nosso
amor.
A irritação não apenas pressiona os recursos orgânicos da pessoa que a
ela se rende, irrefletidamente, predispondo-a para doenças de natureza obscura,
mas igualmente espalha agressões vibratórias sobre aqueles que nos compartilham
o dia-a-dia e que, muitas vezes, dependem de nossa serenidade a fim de se
equilibrarem na vida.
Se alguém te atordoa, acalma-te e espera, proporcionando tempo a ti
mesmo, a fim de solucionar o problema que esse alguém te
apresenta.
Age sem precipitação e sem barulho, resguardando, sobretudo, a
tranqüilidade dos corações que se te fazem apoio nas próprias
experiências.
Se algo te fere, perdoa e esquece, para que não agraves as tuas
dificuldades com o peso das emoções
negativas.
Ora e pede à Providência Divina compreensão e paz, de modo a que teus
dias na Terra se tornem marcados pelo rendimento no
bem.
E sempre que te inclines à ira, faze o teu minuto de silêncio ou de
oração, observando que a cólera, em qualquer questão e em qualquer
circunstância, é uma sombra que te complicará os caminhos ou te fará
perder.
(De “Urgência”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)