Os Porcos do Vizinho

 

Não sei ao certo, más... Foi no ano de 1983.
Estávamos participando de uma reunião no CEPRJ, no então Povoado de Eunápolis (o maior do mundo!)... Naquela época, as reuniões aconteciam em um único salão, num misto de Doutrinária e Mediúnica, (faltava ainda, certa disciplina no grupo) onde o publico assistia sem problemas de qualquer espécie.
Após a leitura de uma página do Evangelho, ou de qualquer outro livro, quer da codificação ou subsidiário, era feito um comentário e logo em seguida, começava-se a reunião mediúnica, propriamente dita.
Lá para as tantas, após várias comunicações de espíritos orientadores e/ou, sofredores, eis que se comunica um espírito um tanto quanto endurecido e ao mesmo tempo, brincalhão.
O “doutrinador”, que naquela noite era, nada mais, nada menos, que o nosso querido Chiquinho, muito chegado a estudar o Evangelho, (ele pronunciava, Evangel... Vício de linguagem), que entabulou conversa com o comunicante, explicando-lhe as orientações do amigo Jesus, falando-lhe da necessidade da reforma íntima, sempre de uma maneira tranqüila, quase chegando a convencer o irmão menos feliz, que vez por outra o interrompia, dizendo alguns impropérios, ou colocações jocosas.
O amigo Chiquinho não se dava por vencido e, toma-lhe evangelho e reforma íntima.
Sem mais nem menos, o espírito que não era nada besta, lhe joga na cara o que se segue: “É muito fácil falar do evangelho e de reforma íntima, mas, onde estava sua reforma e seu conhecimento doutrinário, quando, hoje pela manhã, você soltou seus cachorros, para atacar os porcos do seu vizinho, que haviam entrado em seu quintal, chegando a estraçalhar um deles”?
Chiquinho desconversou, agradeceu ao espírito por ter comparecido a reunião e, após o termino da mesma, nos falou:
Como é que pode! Eu não comentei com ninguém, que havia soltado meus cachorros atrás dos porcos...
Por certo, o amigo havia se esquecido, de que estamos sempre sendo vigiados.

Plutarchus