O Jovem Palestrante
Estávamos no ano de 1981, muitos de nós, principiantes na Doutrina Espírita, quando em uma bela tarde de primavera, batíamos papo na casa da irmã Hilda (hoje desencarnada) ela, Gessi e eu, quando, chegam à porta da casa, três jovens, que diziam, procederem de Salvador, que eram espíritas e que estavam viajando pelo interior do estado, fazendo palestras nas casas espíritas que se dispusessem a acolhê-los.
Como o nosso irmão Gessi, era o que já tinha maior vivência na Doutrina Espírita, começou logo a perquirir os rapazes, procurando saber, qual o centro que os mesmos freqüentavam, se a FEEB – Federação Espírita do Estado da Bahia tinha conhecimento dessa peregrinação e coisas do gênero.
Falou mais ainda... Antes mesmo de receber quaisquer explicações por parte dos jovens, lhes disse, que não era justo, recebe-los em uma casa espírita, sem que os mesmos apresentassem referências e coisa e tal.
Como estava um tanto quanto atarefado, se despediu e nos deixou a entabular conversa com os ditos jovens.
O tempo foi passando e a irmã Hilda resolveu dar guarida aos três jovens, que por sinal, tinham ótima aparência e traziam pequena bagagem, própria de quem está a viajar pelo interior, alem do que, demonstraram ter muito conhecimento da Terceira Revelação.
Como não era dia de reunião no Centro Espírita que freqüentávamos e que era dirigido pela nossa irmã acima citada, deixamos os rapazes à vontade, os levamos para conhecer a cidade (ainda era povoado) e marcamos uma palestra que deveria ser proferida pelo líder do grupo, de nome Clemildo.
Avisamos os freqüentadores do centro e mais alguns amigos e, na noite seguinte nos dirigimos todos, para a instituição, que, diga-se de passagem, ficou literalmente lotada.
Surpresa geral... Tivemos pela primeira vez, um palestrante em nossa casa, com conhecimento suficiente para nos deixar todos, boquiabertos, pela desenvoltura e o dom de oratória (que somente um ano depois, pudemos comparar com o estilo de Divaldo Pereira Franco, quando esteve em nosso meio).
Após a palestra, levamos os jovens até a rodoviária, já que os mesmos retornariam a Salvador.
E o nosso amigo Gessi? Bem... Após a palestra ele nos falou: “Bem que eu poderia ser mais comedido em minhas colocações”.
O Clemildo voltou algumas vezes a nossa cidade, a convite, depois perdemos o contato com o mesmo, mas, sempre tenho sabido que até hoje, continua fazendo palestras, divulgando sempre a Doutrina Espírita.
Plutarchus